Descubra os prós e contras dos remédios para emagrecer

Perder muitos quilos em alguns meses sem ter de virar “natureba” ou “rato de academia” são as duas grandes vantagens de aderir aos tratamentos com remédios emagrecedores. As desvantagens, no entanto, deixam uma lista mais extensa: boca seca, enjoo, euforia, insônia, irritabilidade, depressão, aumento da pressão arterial, taquicardia e até morte em caso de overdose, dependendo de cada caso.

Os emagrecedores (anfetaminas, anorexígenos e hormônios) são indicados somente para pacientes em tratamento contra a obesidade. Segundo o endocrinologista Marcio Mancini, presidente do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, “os remédios para emagrecer devem ser encarados como um auxiliar do tratamento de pacientes com IMC (Índice de Massa Corpórea) acima de 30, considerados obesos, ou acima de 25, com a presença de algum problema de saúde associado (diabetes, hipertensão, colesterol aumentado)”.

– O uso de medicação pode ser expandido quando o tratamento completo de perda de peso, com dieta e exercícios, não funciona ou quando o paciente não consegue se exercitar por causa do excesso de peso, completa.

Mas mesmo diante destes casos, só quem pode decidir pelo uso da medicação é o endocrinologista. A venda destes compostos sem receita médica é proibida pelo Conselho Federal de Medicina. Pena que na prática é diferente. A compra pela internet é feita aos montes sem qualquer fiscalização.

Tanta facilidade deixa o Brasil no topo do ranking mundial de consumo de moderadores de apetite. De acordo com o último levantamento realizado pela Comissão Internacional de Controle de Narcóticos, ligada à ONU (Organização das Nações Unidas), divulgado no ano passado, o Brasil junto com a Argentina e Estados Unidos consomem 78% dos estimulantes do planeta. Os mais comuns são as anfetaminas e compostos derivados, como anfepramona e fenproporex, grande parte comprado ilegalmente.

Além disso, há o imenso comércio de fitoterápicos no país. Vendidos em farmácia e supermercados sem necessidade de receita médica, grande parte das marcas são aprovadas pelo Ministério da Saúde, mas sua eficácia não tem comprovação científica.

Para quem tem o IMC abaixo de 25, um programa de reeducação alimentar aliado a uma rotina de exercícios físicos dissolve os quilos a mais, segundo os médicos procurados pelo R7. A automedicação é totalmente contraindicada.

Dada a necessidade do tratamento com remédios, o mesmo não deve passar dos seis meses, orienta o endocrinologista João César Castro Soares, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

É importante que o tratamento não se exceda há seis meses com o mesmo medicamento. Tem que interromper o uso e depois voltar, senão a pessoa acostuma e perde o efeito, porque o organismo cria tolerância. Os remédios a base de anfetaminas podem causar dependência, por isso é importante variar.

Fonte: http://noticias.r7.com/saude/noticias/descubra-os-pros-e-contras-dos-remedios-para-emagrecer-20100124.html