A obesidade tem se tornado cada vez mais um problema de saúde pública em todo o mundo

A modernização e a industrialização acabam sendo um dos fatores que tem propiciado este aumento.

Com a correria do dia a dia, é cada vez mais comum o consumo de alimentos industrializados e/ou mesmo os fast foods como forma de “adiantar” o tempo entre uma reunião e outra. Porém, esquecem-se que tais alimentos vêm acompanhados de uma alta densidade calórica, sem falar nas grandes quantidades de açúcar, sal, aditivos químicos, corantes, conservantes, gorduras trans e nas baixas concentrações de fibras e micronutrientes.

Estudos demonstram que 65% das decisões de compras de alimentos são realizadas dentro do supermercado e que 50% não são planejadas.

Soma-se a isso o alto grau de sedentarismo, estresse e a alta exposição a diversos compostos tóxicos (poluição, pesticidas, esterilizantes, fármacos e indiretamente, a ingestão de água e alimento contaminados), tão comuns na vida das cidades urbanas.

Todos estes fatores contribuem para um desequilíbrio geral no organismo, deste a microbiota intestinal até o próprio DNA, sem falar no próprio eco sistema.

Do ponto de vista nutricional, alimentos ricos em gordura trans, açúcar, sal e aditivos químicos são considerados acidificantes, ou seja, levam o organismo a uma série de patologias como Diabetes, Obesidade, Hipertensão, Câncer, além da perda de massa muscular, pedras nos rins, retenção de líquido e até mesmo diminuição da capacidade mental.

E como isso ocorre? Uma dieta ácida leva o corpo a tentar compensar esse pH usando minerais alcalinos (lembrando que o pH normal do sangue humano é em torno de 7,35 – 7,45). Se a alimentação não contém quantidades suficientes para essa compensação, ocorre um acúmulo de ácido nas células e, com isso, a diminuição da capacidade do corpo de absorver nutrientes, de gerar energia, de reparar células danificadas e de eliminar metais pesados.

É importante lembrar que o termo ácido pode não estar relacionado com o seu sabor, mas sim o quanto do pH abala o pH do organismo. Por exemplo: o limão é originalmente ácido, porém, o ácido cítrico ao entrar no organismo é transformado em substâncias que neutralizam (ou amenizam) estados indesejados de acidez, sem contar que estas substâncias melhoram a saúde cardíaca, o sistema imunológico, retarda o envelhecimento precoce (ação antioxidante), além da proteção contra câncer e demais patologias. Em virtude destes benefícios, pode-se dizer que o limão é alcalinizante (apesar do sabor ácido).

Segundo a nutricionista funcional Juliana Pizzocolo, para a digestão de proteínas, a acidez do estômago é de grande importância, porém, no geral, o meio alcalino gera mais saúde. Em resumo: quanto mais alcalino (menos ácido) é o estado do organismo, melhor.

O ideal é o consumo de 60% de alimentos alcalinos e 40% de alimentos ácidos.

Não existe a necessidade de deixar de ingerir os alimentos acidificantes, basta fazer com que o pH sanguíneo seja predominantemente alcalino para que possa ser benéfico a todo o organismo.

Fonte: http://cmnddevip.com.br/2018/04/06/a-obesidade-tem-se-tornado-cada-vez-mais-um-problema-de-saude-publica-em-todo-o-mundo/