Pela manutenção da Lei nº 13.454/2017!

Pelo direito de tratar! Pelo médico! Pelo paciente!

Imagine uma condição crônica que há anos vem sendo tratada pelo seu médico com determinados medicamentos e, de repente, tem suspensas as únicas opções desenvolvidas exclusivamente para o seu controle. Imagine, ainda, que esta condição crônica é democrática e tem característica epidêmicas: não escolhe raça, classe social, gênero, região geográfica ou idade.

A partir daí, suas opções passam a ser: conviver com a condição e suas comorbidades, utilizar medicamentos para outras finalidades que tenham algum efeito secundário sobre sua condição ou adotar opções mais extremas como intervenções cirúrgicas. Os acometidos recentes, que nem conheceram a alternativa mais adequada, acharam até normal só terem estas opções…

Era exatamente este o quadro para tratamento da obesidade até a aprovação da Lei 13.454/2017, que libera a produção, comercialização e consumo dos produtos sibutramina, femproporex, anfepramona e mazindol, mediante receita médica de apresentação e retenção obrigatória para compra apenas em farmácias e drogarias.

Nossa causa é o direito dos médicos e pacientes ao tratamento pois acreditamos que:

  1. Ninguém melhor que o médico para tomar decisões sobre o que é o melhor para o paciente. Cabe a este profissional ter liberdade e opções de tratamento a partir de um amplo arsenal terapêutico disponível;
  2. Nenhuma pessoa é idêntica a outra. Existem pacientes que reagem muito bem a um determinado tratamento, enquanto outros não;
  3. A liberação para a produção e comercialização dessas substâncias inibe a automedicação e o mercado negro, duas práticas que só trazem riscos à população.

As moléculas sibutramina, femproporex, anfepramona e mazindol são as únicas, até os dias de hoje, com indicação específica para a perda e controle de peso. Seu uso por décadas acumulou evidência clínica de eficácia e segurança para os pacientes. A anfepramona, por exemplo, está há quase 60 anos no mercado norte-americano!

Se não são medicamentos inseguros e tendo na prática médica as evidências de sua eficácia, não há por que banir seu uso.

Somos pela liberdade de uso responsável e controlado dos anorexígenos. Somos pelo cumprimento da Lei. Somos pelo direito à saúde!